São Paulo Amigo do Motociclista
Reduzir mortes no trânsito e respeitar quem trabalha, se locomove e viaja sobre duas rodas.
A moto é transporte, é trabalho e é lazer — e é também onde o trânsito mais mata. A proposta une segurança viária baseada em dados, formação em pilotagem defensiva, condições dignas para motofretistas e entregadores, e valorização do motociclismo e do turismo de moto.
O problema
A motocicleta é o meio de transporte de quem precisa de agilidade e o instrumento de trabalho de centenas de milhares de motofretistas e entregadores. É também o veículo com maior exposição a mortes e lesões graves no trânsito brasileiro, e o que mais pesa nas internações do SUS por acidente de transporte. Quem depende da moto para sustentar a família trabalha muitas horas, sem estrutura, sem lugar para parar e frequentemente sem formação específica.
O que propomos
Oito frentes:
- Segurança viária com dados: identificar e tratar pontos críticos de acidentes com motos a partir das bases oficiais, em vez de agir por impressão.
- Pilotagem defensiva: formação continuada e acessível, incluindo o motociclista que já é habilitado.
- Trabalho: condições dignas para motofretistas e entregadores, com atenção à jornada, à proteção previdenciária e à segurança de quem trabalha por aplicativo.
- Pontos de apoio: estudar estrutura adequada em rotas e regiões estratégicas, com local para descanso, água, banheiro e abrigo.
- Tecnologia: uso de dados de acidentes e de infraestrutura para priorizar sinalização, iluminação e correção de trechos perigosos.
- Turismo: reconhecer e apoiar rotas de motociclismo como vetor de desenvolvimento econômico regional no interior paulista.
- Eventos: apoio institucional ao motociclismo responsável e a encontros que promovam segurança e cultura de respeito.
- Convivência no trânsito: educação mútua entre motociclistas, motoristas, ciclistas e pedestres.
Como pode funcionar
- Defender destinação de recursos e emendas para programas de segurança viária focados em motociclistas e para cursos de pilotagem defensiva.
- Defender aprimoramento das normas de trânsito e de proteção ao trabalho por aplicativo, no que for competência federal.
- Cobrar dos órgãos responsáveis o tratamento dos trechos com maior número de acidentes com motos, com base em dados públicos.
- Articular com prefeituras a implantação de pontos de apoio e estimular a manutenção preventiva por meio de campanhas e parcerias.
- Apoiar a inclusão de rotas de motociclismo nas políticas de turismo regional.
Quem se beneficia
Motofretistas, entregadores, mototaxistas, trabalhadores que usam a moto para chegar ao emprego, famílias que dependem dessa renda, motociclistas de lazer e turismo, e o conjunto do trânsito, que fica mais seguro.
Competência
Compartilhada. O Código de Trânsito Brasileiro e a proteção do trabalho são federais; sinalização, fiscalização e obras viárias são estaduais e municipais. O parlamentar atua por legislação, orçamento, articulação e fiscalização — não executa obra.
Impacto esperado
Redução de mortes e lesões graves, mais qualificação de condutores, melhores condições para quem trabalha sobre duas rodas e desenvolvimento do turismo de moto no interior.
Limites e dependências
Obras e sinalização dependem do Executivo. Regras trabalhistas para aplicativos estão em disputa legislativa nacional. Vilar defenderá, articulará e fiscalizará, dizendo com honestidade o que depende de outros poderes.
Fontes
- Lei nº 9.503/1997 — Código de Trânsito Brasileiro.
- Ministério da Saúde — DATASUS, internações e óbitos por acidentes de transporte.
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